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Circo Alegria Alegria Alegria – A história do pequeno grande Tunico para os alunos da APAE de São Luís

Março 26, 2018

Circo Alegria Alegria Alegria – A história do pequeno grande Tunico para  os alunos da APAE de São Luís
Texto: Ana Beatriz Oliveira e Diego Marques

Este mês de março foi movimentado para a APAE de São Luís: além do 47° aniversário da instituição e do dia internacional da Síndrome de Down, na quinta-feira, dia 22, o Projeto Solidariedade e Paz levou o Circo Alegria Alegria para os alunos e mais uma diversidade de oficinas e brincadeiras, onde puderam interagir, brincar e principalmente: sorrir.

Segundo o presidente do projeto, Axel Jhone, para realizar essa ação social alguns dos candidatos aos cargos de coordenação e assessoria participaram de todo o processo de criação do circo e demais atividades inerentes ao evento, o que torna importante a participação dos mesmos durante toda a ação, desde a criação até a execução dos trabalhos. Para duas voluntárias, Ericarla Mendes e Pollyanna Cutrim, foi possível a realização da ação com êxito porque uma estrutura foi criada de modo a dividir tarefas por coordenações, o que possibilitou uma melhor desenvoltura dos voluntários sem sobrecarrega-los. Para conseguir doações e patrocinadores, utilizaram o marketing digital através das redes sociais e também o esforço dos voluntários. Axel afirmou ainda que o projeto já possui nova estrutura e que já tem ações previstas.

Presidente do Projeto Solidariedade e Paz Axel Jhone. Foto Walter Sousa

Presidente do Projeto Solidariedade e Paz, Axel Jhone. / Foto: Walter Sousa

Voluntária do Projeto Solidariedade e Paz Ericarla Mendes. Foto Walter Sousa

Voluntária do Projeto Solidariedade e Paz, Ericarla Mendes /Foto: Walter Sousa

Thalison Muniz, coordenador de ações do projeto e responsável pelo Circo Alegria Alegria, diz que “a ação foi extremamente gratificante e nova, porque já havia participado de outras, mas nada pegando toda essa estrutura”, e completa: “a gente faz essas ações sem o intuito de receber nada em troca, mas cada sorriso, cada dificuldade que vemos eles passarem sem nunca dizer ‘não’, o que também é a história do nosso circo, uma história de superação, é alguém que procura o seu sonho apesar das dificuldades. Então, a gente sempre leva daqui uma lição e é algo extremamente gratificante”.

O presidente da APAE, Arionildes da Silva, afirma que o Circo Alegria Alegria beneficia a todos os envolvidos. Segundo ele, a própria coordenação da associação não deixa datas comemorativas passarem em branco, como o dia internacional da Síndrome de Down e o 46° aniversário da escola Inês Santana, mas a parceria com o projeto Solidariedade e Paz rende credibilidade às instituições envolvidas, algo escasso atualmente.

A professora Maria de Jesus que trabalha há 24 anos na instituição ressaltou a importância dessa ação: “eu avalio uma ação como essa como 100%, porque o aproveitamento é total, não somente para as crianças, mas também para os pais que acabam interagindo e para todas as pessoas que participam. Na proporção que eles fazem as oficinas de dança e pintura, existe uma chama que se acende porque eles percebem que podem todas as coisas, só basta ter a oportunidade. Só se sabe se consegue quando se experimenta e essa ação fez com eles experimentassem coisas novas”, disse a professora em tom de satisfação.

A professora falou ainda sobre todos os serviços que a instituição oferece às pessoas, segundo ela “a APAE oferece serviços desde atendimentos básicos, que começam com a consulta onde é diagnosticada a deficiência, é realizada uma série de exames e vários outros tratamentos que são necessários como fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e principalmente: participam da escola Inês Santana”.

Professora Maria de Jesus e alunos Foto Bianka Krause

Professora Maria de Jesus e alunos / Foto: Bianka Krause

A escola Inês Santana trabalha na área da educação. Lá, as crianças têm atendimento acadêmico, médico e artístico e cultural, além de esportes, onde participam de olimpíadas e festivais fora do estado e levam o nome não só da APAE de São Luís, mas também o próprio nome para a sociedade reconhecer o indivíduo portador de necessidades e sensibilizar-se.

Dona Laura, de 64 anos, mãe da pequena Alana, aluna da APAE há cinco anos, relatou o quanto a instituição foi importante para o desenvolvimento físico e psicológico da filha: “ela nem andava direito, não falava, não comia com a própria mão, agora ela come. Ela evoluiu tanto que agora até conversa. Então, ela se desenvolveu bastante e a APAE foi muito importante para isso. O que eu sinto é muita gratidão e sou muito grata também por todas essas pessoas do projeto que estão aqui hoje, porque eu vejo que eles se preocupam com nossas crianças”.  Ela ainda chamou a atenção para a importância de ajudar: “eu peço que as pessoas prestem mais atenção e deem mais valor, porque há muitos pais que precisam, às vezes faltam algumas coisas importantes, falta médico, dentistas... A APAE faz todo o possível para prestar assistência, mas se mais pessoas ajudassem seria mais fácil”, desabafou a dona de casa.

Um dos jovens portador da Síndrome de Down e aluno da escola Inês Santana, Leonardo, disse que o que ele mais gostou no circo foi a dança. Para ele, mais ações assim deveriam acontecer, porque só nesse espaço ele pode ter contato com o que mais ama fazer: dançar.

Aluno da escola Inês Santana Leonardo Foto Walter Sousa

Aluno da escola Inês Santana, Leonardo / Foto: Walter Sousa

A professora Maria de Jesus agradeceu ao Projeto Solidariedade e Paz pela iniciativa e ainda chamou a atenção da sociedade para a importância de ajudar “Tomem para si o exemplo do projeto e juntem-se a nós, sejam seres humanos mais sensíveis, sejam seres humanos melhores. Não seja só uma pessoa, haja com uma pessoa, mostre porque você é humano. Às vezes você está no conforto da sua casa e não lembra que outras pessoas estão passando por privações. Então, ajude os outros, dê o seu melhor”.